
Quando Churchill fez 80 anos, um repórter de menos de 30 foi fotografá-lo e disse:
- Sir Winston, espero fotografá-lo novamente nos seus 90 anos.
A resposta parecia estar pronta na boca de Churchill:
- Por que não? Você me parece bastante saudável.

Semana passada eu terminei de ler o livro "Um homem chamado Maria", do ex-jornalista da Veja, Joaquim Ferreira dos Santos, que delata com maestria a vida boêmia, glamourosa e ao mesmo tempo meio amarga do "bon vivant" das mulheres e das palavras: Antonio Maria.
Jornalista, comentarista esportivo, compositor e apresentador de tv, nascido em Recife, Antonio Maria foi logo cedo tentar a vida no Rio. Ao utilizar o seu talento indiscutível, o jogo de palavras, Maria marcou época nos jornais "Última Hora", "O Jornal" e "O Globo", dentre outros, ao escrever as suas crônicas diárias. Ele também fazia sucesso no amor: era um indiscutível mulherengo e conselheiro amoroso. Dizia que só precisava de duas horas de papo para as beldades esquecerem o seu rosto, e inebriava qualquer salão da década de 50, seja na boate Vogue ou no Sacha´s, todas elas suas residências mais fixas na época.
Suas valiosas amizades da época se destacam, naipes como Vinícius de Morais, Ary Barroso, Fernando Sabino, Chico Anysio, o ainda desconhecido Chacrinha, Danuza Leão, e tantos outros artistas e compositores consagrados hoje no Brasil e no mundo.
Maria também compôs pelo menos nove obras-primas da música popular brasileira: Ninguém me Ama, As Suas Mãos, O Amor e a Rosa, Menino Grande, Se Eu Morresse Amanhã, Frevo Número Um do Recife, Valsa de uma Cidade, Canção da Volta, Manhã de Carnaval. Infelizmente, hoje não há a devida divulgação da mídia brasileira em relação às músicas do pernambucano e o reconhecimento de um grande repercursor do samba-canção brasileiro.









"O beijo" (Les Amoureux de L`Hôtel de Ville), de Robert Doisneau.
Talvez o beijo mais famoso do mundo, captado pelo talentoso francês Doisneau. É revisto em cartazes, cartões-postais e pôsteres ao redor do mundo até hoje. Foi leiloada em abril por 155 mil euros, pela mulher da foto.
A foto expressa um momento de romantismo de um casal anônimo de Paris, em plena praça pública do Hotel De Ville, em 1950. Era a Belle Époque de Paris. Doisneau estava imcubido de fotografar apaixonados, para a revista Life. O fotógrafo avistou o belo casal, e pediu para que eles se beijassem ali mesmo. Eles não resistiram à paixão. A espontaneidade e o tesão dos dois foi tamanha que nem pareceu um mero pedido, mas sim o verdadeiro sentido do amor. Um simples beijo que revolucionou a euforia dos casais apaixonados.
Para quem não conhece, que fique conhecendo agora umas das mais belas fotos de romantismo.
Para ver mais fotos de Robert Doisneau: http://www.moorsmagazine.com/fotos/doisneua.html

**Leiam a crônica que meu pai fez pra o jornal, indignado com a atual situação do nosso país, entregue nas mãos desses depravados políticos.
"Os veículos de comunicação, diariamente, trazem-nos informações acerca das incursões de determinados indivíduos à fazenda pública.
É a interminável corrupção brasileira.
Impressiona-nos a facilidade de movimentação dos vultosos recursos financeiros. Cifras astronômicas passaram pelo valeriooduto: de R$5.000,00 a R$15.000.000,00 per capita, de acordo com o nível de importância na escala de valores vigorante. Além desse desrespeito à ordem financeira, somos alvo das mentiras mais descaradas. Desdenham da nossa inteligência. Consideram-nos indiferentes às ações nefastas cometidas por esses elementos que circundam a política desta República.
Os maus parlamentares, o carequinha, doleiros, tesoureiros sonolentos, aspones de todas as procedências, guerrilheiros arrependidos, cafetinas deslumbradas, madames enigmáticas à cata dos seus quinze minutos de fama, portadores de cuecas infláveis, detentores de malas recheadas e outros partícipes, continuam a compor um cenário tragicômico, uma ópera-burlesca, um surrealismo que assustaria até o pintor espanhol Salvador Dali. Ou estamos diante das cenas terríveis descritas por Dante Alighieri no “Inferno” de sua Divina Comédia?
Basta. Chega. A nossa paciência com esses fatos deve ter limite. Punir os culpados por essas irregularidades é preciso.
Modernizar nossas leis é imprescindível. A reforma profunda do sistema político/eleitoral desse país não pode ser mais adiada.
No campo econômico, ainda persiste o radicalismo ortodoxo que privilegia o capital financeiro em detrimento do investimento produtivo.
Quanto aos recursos orçamentários públicos, devem ser redirecionados, de forma criteriosa, às funções primordiais do Estado: Educação, saúde, habitação, segurança pública, saneamento básico, assistência social, previdência, trabalho, ciência e tecnologia, direitos da cidadania, cultura,
gestão ambiental, transportes, enfim em tudo o que for essencial ao desenvolvimento sustentável da nação.
Enquanto isso, 55 milhões de brasileiros vivem na miséria, com renda familiar inferior a meio salário mínimo por mês. Outros 22 milhões de compatriotas estão na indigência, tentam sobreviver com um quarto de salário mínimo. É preciso dizer algo mais? Torna-se dispensável descrever o reflexo dessa monumental desigualdade social na qualidade de vida de todos nós.
Necessitamos mudar. E essa mudança deve contar com o discernimento de todos os cidadãos entristecidos com o quadro político-econômico atual do nosso Brasil."
Nelson Santiago Filho




Toda a rotina muda quando você quebra uma perna, ou parte dela. Um simples escorregão e você pode fraturar o perônio, a tíbia, o tarso, entre outros ossos. O único lugar apropriado para ficar depois disso é em uma cama. Repouso e mais repouso. Não apóie o pé quebrado! Use uma bengala. Agora vai ter que passar uns 60 dias com o pé engessado e sem andar direito. Não vai poder ir paras as festas, para o trabalho, para algum evento social, fazer um exercício físico. Tudo muda. Simplesmente ficar em casa o dia inteiro. É nessas horas que damos mais valor ao nosso lar e à nossa saúde. Pensamos também que podemos ter nosso descanso em situações adversas como essa. Acredito que muitos profissionais, como os médicos, nem o direito de quebrar o pé têm. Para manter uma família de 2 filhos, de classe média, necessitam atender diariamente 1 paciente a cada 20 minutos, 8 horas por dia sem interrupções, 5 dias na semana. É realmente uma falta de tempo. Pensando bem, quebrar o pé até que é bom em certos casos.
>>>>>>>>>>>>>>>>>Curiosidades à parte<<<<<<<<<<<<<<<<<<<
Quebrar o pé, porém, tem o seu lado ruim também. Para quem não sabe, o gesso vem da gipsita, um minério muito encontrado no sertão, nordeste do país. Acontece que, para tirar a gipsita do chão, muitas indústrias acabam destruindo o meio ambiente. Fazem imensos buracos, e cortam a vegetação da região para servir de lenha nos fornos das fábricas. É quebrando o pé e poluindo a natureza. Um absurdo! Tome cuidado em lugares escorregadios e lamacentos. Olhe aonde está pisando! A não ser que queira descansar um pouco, e tenha tempo para isso. É isso. Por hoje.